SOBRE O BLOGUE
Este blogue foi instituído no ano transacto na Unidade Curricular de Metodologias e Técnicas de Educação, Gerais e Especiais II, sobre a orientação do Master Carlos Jorge De Sá Pinto Correia. A sua continuidade neste 3º ano tem como base a Unidade curricular, Metodologias de Acção Educativa da Licenciatura de Educação Socioprofissional. Servirá para registar e reflectir sobre as temáticas desenvolvidas nesta unidade e partilhar ideias, conhecimento e experiências.
Tradutor
domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Fundamentos do Sistema Educativo
O Sistema Educativo é a expressão de uma concepção ideológica determinada pelo poder político. Ou, de outra forma dito, é uma Filosofia da Educação que determina toda uma concepção curricular dos vários níveis de ensino, na medida em que indica as finalidades e as grandes metas educacionais que o mesmo ensino visa.
Para alcançar estes objectivos, «o Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que [aquela], realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para o desenvolvimento da personalidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida co¬lectiva.» [Constituição da República, Artigo 73.º].
Decorrente do estipulado pela Constituição, é criada a Lei de Bases do Sistema Educativo – LBSE – [Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro], aprovada pela Assembleia da República, em 1986, que estabelece as grandes metas para a educação e para a organização do Sistema Educativo Português, que no seu Ar¬ti¬go 1.º, número 2, diz: «O sistema educativo é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente acção formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da perso¬nali¬dade, o progresso social e a democratização da sociedade.»
A LBSE vem, assim, dar corpo às orientações gerais que a Constituição prescreve, relativamente à educação e ao ensino. Dada a enorme importância destes dois documentos, é recomendável que todos os professores, bem como outros agentes de ensino, não ignorem estes instrumentos de orientação e de trabalho, tal como o documento que estabelece os princípios gerais da «Reestruturação e Organização Curricular» [Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto].
Basta a leitura dos três documentos supra citados para se dar conta das responsabilidades que competem à escola, no que concerne ao desenvolvimento dos diversos domínios da praxis educativa. Na perspectiva gizada nestes documentos, a escola deixa de ser um simples repositório de conhecimentos para passar a ser uma Instituição Formadora de indivíduos, através da qual crianças, adolescentes e jovens ou adultos obterão, de uma forma gradual e sistemática, a formação científica, técnica, social e cultural susceptível de os fazer compreender, criticar, aceitar e integrar-se no mundo do nosso tempo, que é um mundo em permanente devir.
No entanto, estas competências e capacidades – essenciais para atingir as grandes metas enunciadas – só terão realização plena se o poder político for capaz de reconhecer:
• Que é urgente a disponibilização dos recursos convenientes e necessários para que as escolas cumpram, com eficácia, as suas funções;
• Que a Reforma do Sistema Educativo só é viável com professores bem formados, motivados e justamente retribuídos, de acordo com as funções que desempenham;
• Que os alunos, pais e encarregados de educação têm o direito de não ver os seus esforços e sonhos desfeitos ou frustrados.
Para tanto, é necessário e urgente que, de uma vez por todas, e sem ambiguidades, os políticos responsáveis digam claramente qual o valor que o Estado atribui à função docente, à aprendizagem e, numa palavra, à escola. Com efeito, não é suficiente dizer, de quando em quando, frente às câmaras de televisão, «que temos que dignificar a função dos professores», «disponibilizar meios para as escola», etc., e, depois, tudo continuar mais ou menos como estava!, (António Pinela, Organização e Desenvolvimento Curricular, Barreiro, 1999, pp. 7-8.
Para alcançar estes objectivos, «o Estado promove a democratização da educação e as demais condições para que [aquela], realizada através da escola e de outros meios formativos, contribua para o desenvolvimento da personalidade, para o progresso social e para a participação democrática na vida co¬lectiva.» [Constituição da República, Artigo 73.º].
Decorrente do estipulado pela Constituição, é criada a Lei de Bases do Sistema Educativo – LBSE – [Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro], aprovada pela Assembleia da República, em 1986, que estabelece as grandes metas para a educação e para a organização do Sistema Educativo Português, que no seu Ar¬ti¬go 1.º, número 2, diz: «O sistema educativo é o conjunto de meios pelo qual se concretiza o direito à educação, que se exprime pela garantia de uma permanente acção formativa orientada para favorecer o desenvolvimento global da perso¬nali¬dade, o progresso social e a democratização da sociedade.»
A LBSE vem, assim, dar corpo às orientações gerais que a Constituição prescreve, relativamente à educação e ao ensino. Dada a enorme importância destes dois documentos, é recomendável que todos os professores, bem como outros agentes de ensino, não ignorem estes instrumentos de orientação e de trabalho, tal como o documento que estabelece os princípios gerais da «Reestruturação e Organização Curricular» [Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto].
Basta a leitura dos três documentos supra citados para se dar conta das responsabilidades que competem à escola, no que concerne ao desenvolvimento dos diversos domínios da praxis educativa. Na perspectiva gizada nestes documentos, a escola deixa de ser um simples repositório de conhecimentos para passar a ser uma Instituição Formadora de indivíduos, através da qual crianças, adolescentes e jovens ou adultos obterão, de uma forma gradual e sistemática, a formação científica, técnica, social e cultural susceptível de os fazer compreender, criticar, aceitar e integrar-se no mundo do nosso tempo, que é um mundo em permanente devir.
No entanto, estas competências e capacidades – essenciais para atingir as grandes metas enunciadas – só terão realização plena se o poder político for capaz de reconhecer:
• Que é urgente a disponibilização dos recursos convenientes e necessários para que as escolas cumpram, com eficácia, as suas funções;
• Que a Reforma do Sistema Educativo só é viável com professores bem formados, motivados e justamente retribuídos, de acordo com as funções que desempenham;
• Que os alunos, pais e encarregados de educação têm o direito de não ver os seus esforços e sonhos desfeitos ou frustrados.
Para tanto, é necessário e urgente que, de uma vez por todas, e sem ambiguidades, os políticos responsáveis digam claramente qual o valor que o Estado atribui à função docente, à aprendizagem e, numa palavra, à escola. Com efeito, não é suficiente dizer, de quando em quando, frente às câmaras de televisão, «que temos que dignificar a função dos professores», «disponibilizar meios para as escola», etc., e, depois, tudo continuar mais ou menos como estava!, (António Pinela, Organização e Desenvolvimento Curricular, Barreiro, 1999, pp. 7-8.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Avaliação
A avaliação é uma gestão científica cujo objecto é examinar a capacidade de um agente para assumir um problema social, para satisfazer as necessidades sentidas pela população, para transformar uma determinada situação nas melhores condições possíveis; o que equivale a descobrir a produtividade de uma organização. O estudo compara o estado da realidade social da partida com o estado da realidade social após a intervenção, com o propósito de descobrir o eventual desvio entre os objectivos traçados e os resultados obtidos. Também inclui os componentes da acção que podem explicar o seu sucesso ou insucesso. Uma análise avaliativa conduz sempre a um diagnóstico que pode sugerir a alteração de um ou outro meio ou método de acção, mas que pode levar igualmente á necessidade de mudar de objectivo ou, ainda, a pôr em dúvida as estruturas do meio económico, cultural e político. Para Espinoza (1986), “ Avaliar é comparar num determinado instante o que foi alcançado mediante uma acção e o que se deveria ter alcançado de acordo com uma prévia programação.” Quando devemos avaliar? Avaliação Diagnostica (antes do processo de aquisição) Avaliação formativa (durante o processo) Avaliação sumativa (fim do processo)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Características-Técnicas (dinâmicas) de grupos
As dinâmicas de grupo são ferramentas que estão dentro de um processo de formação e organização. Normalmente, representam uma estratégia de mudança, e é através das suas técnicas que as pessoas podem descobrir-se, na sua identidade e nos seus valores. Espera-se que o grupo desenvolva interacções e relacionamentos, pois enquanto grupo apresentam objectivos comuns, fazendo com que cada um desenvolva as suas potencialidades em todas as dimensões do ser humano. Assim, através da experiência do outro, da vivência grupal, em clima de liberdade, de aceitação, de diálogo, de encontro, de comunicação, levar o homem à sua liberdade e mudança, através de objectivos concretos, de acordo com os participantes que estejamos a trabalhar.
Quanto ao educador social, estas ferramentas podem ser-lhes úteis nas suas intervenções, no sentido de que este colaborando com o grupo, será um facilitador na humanização de relacionamentos, ajudando-os a construir uma nova experiência, ajudando cada um a desenvolver as suas potencialidades, visto que se tratam de grupos de risco, com características a desenvolverem tanto pessoal como socialmente. Neste sentido, deve ser capaz de ajudar o grupo a chegar onde deseja, sendo os caminhos delineados passo a passo de acordo com as escolhas e estratégias do grupo.
Contudo, para funcionar enquanto grupo, o educador também deverá trabalhar técnicas que promovam a coesão e a confiança grupal, ajudando assim a manter a coerência interna do grupo. Para tal, é necessário ter um conhecimento profundo das características do grupo (membros e dinâmicas interna e externa). Assim, o educador social utilizará as dinâmicas em contexto de apoio às problemáticas sociais que temos assistido.
Quanto ao educador social, estas ferramentas podem ser-lhes úteis nas suas intervenções, no sentido de que este colaborando com o grupo, será um facilitador na humanização de relacionamentos, ajudando-os a construir uma nova experiência, ajudando cada um a desenvolver as suas potencialidades, visto que se tratam de grupos de risco, com características a desenvolverem tanto pessoal como socialmente. Neste sentido, deve ser capaz de ajudar o grupo a chegar onde deseja, sendo os caminhos delineados passo a passo de acordo com as escolhas e estratégias do grupo.
Contudo, para funcionar enquanto grupo, o educador também deverá trabalhar técnicas que promovam a coesão e a confiança grupal, ajudando assim a manter a coerência interna do grupo. Para tal, é necessário ter um conhecimento profundo das características do grupo (membros e dinâmicas interna e externa). Assim, o educador social utilizará as dinâmicas em contexto de apoio às problemáticas sociais que temos assistido.
O "escudo" da personalidade
A dinâmica de grupo: o escudo da personalidade, foi apresentada pelo professor no contexto de sala de aula. Assim, começando por uma abordagem ao significado do nome desta técnica, podemos constatar que o brasão, na tradição europeia medieval, é um desenho especificamente criado - obedecendo às leis da heráldica - com a finalidade de identificar indivíduos, famílias, clãs, corporações, cidades, regiões e nações. O seu desenho é normalmente colocado num suporte em forma de escudo, representando a arma de defesa homónima usada pelos guerreiros medievais. Este, foi sendo representado, conforme a época e o local, com diversos formatos. Já a personalidade diz respeito ao conjunto de características psicológicas que determinam determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é um processo gradual, complexo e único a cada indivíduo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%A3o_de_armas_de_Portugal
Tendo em conta estes conceitos, pretende-se construir um “escudo” com as características de cada indivíduo, ou seja, “defendendo-se” com a verdade acerca de si.
• Objectivos:
técnica de quebra-gelo; permite criar interacção e conhecimento interpessoal assim como a exposição verbal ou não do que cada elemento é;
• Tempo:
aproximadamente 30minutos
• Recursos:
-materiais: folha branca, lápis; pode-se também fazer colagens, para isso são necessários recortes e tesoura;
-humanos: educador/animador
-físicos: sala ampla
• Público-alvo:
esta dinãmica pode ser aplicada a todas as faixas etárias
• Descrição:
Numa 1ªfase pede-se a todos os elementos qua na folha branca, através do desenho ou outra técnica como colagens, desenhem ou construam o seu escudo da personalidade, que deverá revelar a sua personalidade, bem como elementos que se relacionem com o próprio.
Posteriormente, estando estes construídos, pretende-se que coloquem os escudos em exposição, para que os outros elementes observem e possa assumir uma interpretação. Finalmente, cada elemento pega no seu escudo e os colegas exprimem o que interpretaram. O sujeito que realizou o seu próprio escudo, dará se entender a sua justificação.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%A3o_de_armas_de_Portugal
Tendo em conta estes conceitos, pretende-se construir um “escudo” com as características de cada indivíduo, ou seja, “defendendo-se” com a verdade acerca de si.
• Objectivos:
técnica de quebra-gelo; permite criar interacção e conhecimento interpessoal assim como a exposição verbal ou não do que cada elemento é;
• Tempo:
aproximadamente 30minutos
• Recursos:
-materiais: folha branca, lápis; pode-se também fazer colagens, para isso são necessários recortes e tesoura;
-humanos: educador/animador
-físicos: sala ampla
• Público-alvo:
esta dinãmica pode ser aplicada a todas as faixas etárias
• Descrição:
Numa 1ªfase pede-se a todos os elementos qua na folha branca, através do desenho ou outra técnica como colagens, desenhem ou construam o seu escudo da personalidade, que deverá revelar a sua personalidade, bem como elementos que se relacionem com o próprio.
Posteriormente, estando estes construídos, pretende-se que coloquem os escudos em exposição, para que os outros elementes observem e possa assumir uma interpretação. Finalmente, cada elemento pega no seu escudo e os colegas exprimem o que interpretaram. O sujeito que realizou o seu próprio escudo, dará se entender a sua justificação.
domingo, 4 de julho de 2010
Piramide de Maslow
Pirâmide de Maslow
Maslow cita o comportamento motivacional, que é explicado pelas necessidades humanas. Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação.
Esta pirâmide traduz a sua teoria, remetendo as necessidades humanas de forma hierárquica. Estão assim dispostos pelo grau de urgência, o que nos demonstra portanto, que o homem só se começa a preocupar com algumas questões da sua vida, quando tem asseguradas principalmente as necessidades fisiológicas, pois são estas que de certa forma asseguram a sua sobrevivência. Tanto estas como as necessidades de segurança traduzem-se em necessidades primárias. Após estas estarem assegurandas, o ser humano tem posteriores motivações , sendo assim denominadas de necessidades secundárias, sendo elas as restantes (sociais/amor, estima (ego) e de auto-realização). Hierarquizando assim as necessidades humanas por Maslow, pretende-se uma maior compreensão das motivações das pessoas. Contudo, o topo desta pirâmide não está ao alcance de todos. Os comportamentos seguem determinados estímulos, e cada indivíduo tem as suas motivações/necessidades por isso, o nível de auto-realização nao está ao mesmo nível para todos, pois cada um assume as suas próprias expectativas e objectivos.
imagem:http://www.quenerd.com.br/blog/wp-content/uploads/Hierarquia_das_necessidades_de_Maslow.png
Maslow cita o comportamento motivacional, que é explicado pelas necessidades humanas. Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação.
Esta pirâmide traduz a sua teoria, remetendo as necessidades humanas de forma hierárquica. Estão assim dispostos pelo grau de urgência, o que nos demonstra portanto, que o homem só se começa a preocupar com algumas questões da sua vida, quando tem asseguradas principalmente as necessidades fisiológicas, pois são estas que de certa forma asseguram a sua sobrevivência. Tanto estas como as necessidades de segurança traduzem-se em necessidades primárias. Após estas estarem assegurandas, o ser humano tem posteriores motivações , sendo assim denominadas de necessidades secundárias, sendo elas as restantes (sociais/amor, estima (ego) e de auto-realização). Hierarquizando assim as necessidades humanas por Maslow, pretende-se uma maior compreensão das motivações das pessoas. Contudo, o topo desta pirâmide não está ao alcance de todos. Os comportamentos seguem determinados estímulos, e cada indivíduo tem as suas motivações/necessidades por isso, o nível de auto-realização nao está ao mesmo nível para todos, pois cada um assume as suas próprias expectativas e objectivos.
imagem:http://www.quenerd.com.br/blog/wp-content/uploads/Hierarquia_das_necessidades_de_Maslow.png
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